ABRUPTO
De repente, nada demais
Não entendo, não sou mesmo capaz
De ver além do que você faz
E, de pronto, pego de surpresa
Eu percebo a sua grandeza:
Nada além que a sua beleza
E então, ao ser descoberto
Eu disfarço, não chego muito perto
Sem fugir, sem mais me fingir cego
De repente, nenhuma ilusão
O que resta é a negação
Do que é seu, do que está em suas mãos
De repente, nada é demais!

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