Sábado, Novembro 26, 2005

PLANO DE VÔO

Imaginando a brisa
Que, seguindo o seu caminho,
Sem data, sem rumo
Sem seguir o que lhe convém
(Ela segue o seu destino
Nos trazendo boas novas)
Percebo que ainda há muito a alcançar - e a dizer

Assim como a brisa
Não tem forças para lutar
Mas nos faz saber que está presente
Assim eu me sinto agora
Desde que o amor se foi
Levando a minha vida
E a minha razão (meu senso prático - esvaeci!)

A mesma brisa que vem depois da tempestade
Traz consigo a esperança
Em um bom recomeçar

Vem, ó brisa, tão distante, não demora
E, quando fores embora,
Deixa-me voar, permite-me renascer

Domingo, Novembro 20, 2005

MÁSCARA

Onde estão as regras do jogo?
Já não sei o que faço ou onde procurar...
No amor, o que vale é o que não está à mostra
A verdade existe (sob o nível do mar)

Onde encontro as regras do jogo?
Alguém já descobriu (?) e não quer demonstrar
Por que não existe o que é realidade?
Tenho que ir buscá-la empunhando uma pá

Complemento é palavra-chave no jogo
Quem não encontrou está na contramão
Devorando o asfalto e esperando o momento
Encontrar, no caminho, seu próprio coração

Iludimos nós mesmos, não os demais
Nossa vida é uma guerra em busca de paz
Que só encontramos no exato momento
Que o jogo termina - e a máscara cai

Por que nossas vidas são tão complicadas?

Quarta-feira, Novembro 09, 2005

PRETÉRITO IMPERFEITO

Quando olhamos as estrelas
Vislubramos o passado
Um passado que é distante
São milhões de anos-luz

Quando olhamos as estrelas
Que podem nem mais existir
Contemplamos o que é nada
Namoramos no deserto

As estrelas são distantes...
No alto de suas explosões
Enxergamos incertezas
Como o que é certo entre nós

As estrelas estão distantes
Não somos mais o que éramos antes
Antes de haver distância
Antes de haver anos-luz

Anos-luz... Velocidade
Anos-luz de distância
Anos-luz de descobrirmos
O que temos a viver

Enfrentamos o deserto
E esse nosso anti-inferno
Que parece ser incerto
Não, de fato, culminou

Culminou no que estamos
Culminou - milhões de anos...
Com certeza, não me espanto
Não sinto a vida por sentir

Não sei onde serei depois do agora
Não sei porque insisto imaginar
Não sei, na vida, realmente o que há
De mais incerto que as estrelas

Terça-feira, Novembro 01, 2005

(SIMPLES) MENTE

Simplesmente, não entendo porque eu me perdi
Simplesmente, não lembro se algum dia encontrei
O que é certo, o que eu já não consigo mais negar

Simplesmente, não consigo vislumbrar o que é belo
A minha vida, desta forma, se encerra, por completo,
Numa falta de esperança no vencer

Mas espero - minha jornada! - entender o que acontece
Inconformado com um futuro, enalteço o que é incerto
Para fugir do que é verdade, do que não se deve esquecer
Dissimular, sinceramente, a minha estrada com você