Não quero viver sem escolhas
Não quero acordar sem sequer me importar
Com o que há a viver
Eu quero respostas!
São muitas questões, nenhuma aposta
A porta está aberta
A cada um de nós cabe escolher o caminho
Não nos deixar levar pelo destino
O destino existe ou há a conformação?
Será que ao nascermos o nosso roteiro já está escrito?
Somos protagonistas de uma não-ficção?
Há como fugir do que (mesmo sem disconfiarmos)
Nos é dado como certo?
Tudo que fazemos para mudar já estava traçado?
Tudo que nós fazemos, previamente, já foi ensaiado?
Às vezes me tenho nas palmas das mãos
Às vezes percebo toda a imprecisão
Às vezes quero ser conduzido à deriva, pelo vento
Às vezes eu quero, mas não por aqui, não nesse momento