Terça-feira, Setembro 13, 2005

DORMIR... TALVEZ SONHAR

Eu corro e não olho para trás
Corpos atirados no chão
Metralhadoras
Ensurdecedoras avalanches de destruição

Eu finjo que não te quero mais
Finjo que já sei onde estou
A minha vida anda tão confusa
Quanto uma guerra que ainda nem começou
O caos...

Não olho pra trás
Mas vejo que nada mudou
A insegurança nos domina
O medo do fracasso nos impede de escapar
Como sempre aconteceu
Você e eu
Separados pelo desespero
Por meu erro

A guerra nos persegue
Corpos no chão
Helicópteros iluminando o céu
A noite de destruição
Em busca de alguém
De alguma explicação
Para o nosso insucesso
Que é tão iminente
Se não nos dermos as mãos

Na minha frente não há horizonte
Em nada mudamos
Não temos mais força alguma para lutar

Vamos para o mar!
Eu só quero um abrigo e dormir...
Talvez sonhar


:: 1997