DORMIR... TALVEZ SONHAR
Eu corro e não olho para trás
Corpos atirados no chão
Metralhadoras
Ensurdecedoras avalanches de destruição
Eu finjo que não te quero mais
Finjo que já sei onde estou
A minha vida anda tão confusa
Quanto uma guerra que ainda nem começou
O caos...
Não olho pra trás
Mas vejo que nada mudou
A insegurança nos domina
O medo do fracasso nos impede de escapar
Como sempre aconteceu
Você e eu
Separados pelo desespero
Por meu erro
A guerra nos persegue
Corpos no chão
Helicópteros iluminando o céu
A noite de destruição
Em busca de alguém
De alguma explicação
Para o nosso insucesso
Que é tão iminente
Se não nos dermos as mãos
Na minha frente não há horizonte
Em nada mudamos
Não temos mais força alguma para lutar
Vamos para o mar!
Eu só quero um abrigo e dormir...
Talvez sonhar
:: 1997

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