Domingo, Setembro 24, 2006

ATAQUE COORDENADO

Planejar
Fazer parte do contexto
Seguir a doutrina
E os tiros de morteiro

Dissimular
Iludir o inimigo
Desitir da razão
E partir para o improviso

Reconhecer
Buscar a realidade
Nas contra-encostas
Fugir de cada emboscada

De incertezas
Do que não tem alternativa
E progredir
Ultrapassar as cercas vivas

Fazer de conta que tudo é emoção
Destruir os obstáculos
As fronteiras da razão

Assaltar as posições do inimigo
Na vanguarda do insucesso
Do que não está decidido

Domingo, Julho 30, 2006

Intervalo

Caros leitores, este blog ainda está no ar apesar de parecer abandonado... A criação dos textos está em "marcha lenta" por enquanto pelos mais diversos motivos. Não sei qual o meu combustível ou estado emocional ideal para as idéias. Talvez os momentos mais tristes sejam os mais férteis, mas a verdade é que estou em um momento de equilíbrio, cuidando de outras coisas e até de outro tipo de produção literária que, quando for a hora, será devidamente publicada nesse blog. Por enquanto, é isso. Voltarei a publicar em breve, espero.

Quarta-feira, Abril 19, 2006

ABRUPTO

De repente, nada demais
Não entendo, não sou mesmo capaz
De ver além do que você faz

E, de pronto, pego de surpresa
Eu percebo a sua grandeza:
Nada além que a sua beleza

E então, ao ser descoberto
Eu disfarço, não chego muito perto
Sem fugir, sem mais me fingir cego

De repente, nenhuma ilusão
O que resta é a negação
Do que é seu, do que está em suas mãos

De repente, nada é demais!

Quarta-feira, Março 22, 2006

CULPA

Se o que eu fiz por você não foi suficiente
Se, por minha falha, o rio não segue a sua corrente
Não foi por falta, mas por excesso de querer

Se ficou longe o que era para ser aqui
Se no momento de voar, você caiu
Não foi por falta, mas por excesso de te querer

Não quero te ver doer
Mais quero te proteger
E se me falta mais cuidado (ou espaço)
É por vontade de você

Não quero te ver sofrer
Não quero te fazer sofrer
Mas se acontecer de me faltar um detalhe
O perdi pensando em te trazer

Domingo, Fevereiro 05, 2006

CÓDIGO

Como se chama o que esperam de mim?
Como se diz o que faço pra saber o que fiz?
Como saber o que acontece a cada instante (ou agora)?
Como dizer a verdade e quando devo ir embora?

Onde eu posso encontrar o que é sincero?
Onde eu devo estar quando não estás por perto?
Onde esconder as mentiras que eu insisto?
Onde insistir e me aventurar sem correr nenhum risco?

As incertezas que tenho e não sei decifrar
São os códigos que a vida a todo instante nos dá
Verdades que talvez não queiramos saber

E se tudo irá permanecer da forma que está
Se nada do que fazemos a vida vai modificar
Não consigo visualizar do crescer o porquê

Quarta-feira, Janeiro 18, 2006

SONHO

Quando nada mais importa
Quando nada, mais nenhuma oportunidade bate à sua porta
Quando nada interessa
Quando nada é tudo aquilo que te resta

Faz de conta que ainda não despertou

Quando nada é tudo que te espera no futuro
Quando nada demais te faz parecer mais justo
Quando nada do que fazes te dá um retorno esperado
Quando nada na vida te ajuda (por acaso)

Faz de conta que o sonho ainda não acabou

Quando estamos sem nenhuma condição (por desistir)
Quando parece não haver mais pelo que lutar
Sonha, então, acordado, com o que ainda está por vir
Esquece que tudo será sempre da forma que está

Terça-feira, Janeiro 17, 2006

O Retorno

Depois de um longo período de férias, amanhã voltarei a publicar no CARETICE. Estou finalizando alguns textos e o primeiro já foi pro "controle de qualidade"... Grande abraço e grande ano pra todos nós.